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5 de mai. de 2012

"... Eu nasci com o coração fora do peito. Queria que ele batesse ao ar livre, bem na vista de toda gente, dos homens, das moças. Queria que ele vivesse á luz, ao vento, que batesse a descoberto, fora da prisão, da escuridão do peito. Que batesse como uma rosa que o vento balança... Eu vi que lá não tinha jeito. Lá embaixo todo mundo carrega p coração dentro do peito. Bem escondido, no escuro,, com paletó, colete, camisa,pele,ossos,carne cobrindo. O coração trabalha sem ninguém ver. Se ele ficar fora do peito logo é ferido e morto, não tem defesa. " " Como se fora um coração postiço...", Rubem Braga.

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